sexta-feira, setembro 11, 2026
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Milão-Sanremo 2026: Pogacar vence!

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adej Pogacar sprintando contra Tom Pidcock na Via Roma em Sanremo vencendo a Milão-Sanremo 2026, jersey branca, vermelha e preta da UAE Team Emirates-XRG com listras arco-íris de campeão mundial, manga esquerda rasgada e suja da queda, palmeiras e edifícios elegantes ao fundo, Mar Mediterrâneo ao longe, céu nublado dramático, asfalto molhado

A Milão-Sanremo 2026 terminou com a vitória de Tadej Pogacar, que conquistou a Classicissima pela primeira vez após sobreviver a um crash que parecia ter destruído suas chances. Aos 27 anos, o esloveno da UAE Team Emirates-XRG escreveu o capítulo mais dramático da 117ª edição da prova, disputada em 21 de março de 2026, ao vencer na Via Roma.

Foram 298 km entre Pavia e Sanremo, a Classicissima, o primeiro Monumento da temporada e a prova mais longa do calendário profissional. Pogacar não apenas venceu: ele caiu, levantou, atacou na Cipressa, dropou Van der Poel no Poggio e sprinteou Pidcock na linha. Tudo na mesma tarde.

Com o triunfo, o esloveno conquistou seu 11º Monumento na carreira, ficando atrás apenas de Eddy Merckx (19), e completou a coleção com a única grande clássica que ainda lhe faltava. Só Paris-Roubaix resta para ter o Grand Slam dos cinco Monumentos.

O crash que quase destruiu o sonho

A corrida transcorria dentro do roteiro esperado: uma fuga de 9 homens (Marcellusi, Tarozzi, Milesi, Moro, Peron, Lozano, Faure Prost, Belletta e Maestri) abriu 6min30s de vantagem enquanto o pelotão controlava. Até que o caos chegou em Imperia.

Faltando 30 km para o fim, nos arredores de Oneglia, o pelotão estava esticado ao máximo na aproximação da Cipressa quando Pogacar caiu. O campeão mundial levou junto Wout van Aert, Matteo Jorgenson, Biniam Girmay e Giulio Pellizzari. O momento congelou o coração de qualquer fã de ciclismo.

Mathieu van der Poel escapou por centímetros de ir ao chão, mas foi fortemente atrasado. O panorama mudou num átimo. Dessa forma, a Milão-Sanremo 2026 ganhou contornos de drama ainda antes de sua parte mais decisiva.

 

O ataque nuclear na Cipressa

Com a aproximação da Cipressa (5,6 km a 4,1%), Pogacar não hesitou. McNulty puxou o pelotão num ritmo infernal, e o esloveno detonou sua aceleração característica. A potência foi simplesmente monstruosa: Pogacar escalou a Cipressa em 8min49s, 10 segundos mais rápido que o recorde do ano anterior, com uma potência estimada de 610 watts (9,5 w/kg).

Na descida e no plano entre a Cipressa e o Poggio, Pogacar administrou forças deixando Van der Poel e Pidcock puxarem enquanto se “escondia” nas rodas e atrás das motos da TV. Enquanto isso, a Lidl-Trek organizava a perseguição no pelotão, trazendo a diferença de volta para apenas 9 segundos no pé do Poggio.

Poggio decisivo: Van der Poel quebra

O tetracampeão das clássicas, que havia gasto energia demais para seguir o ritmo na Cipressa, viu a roda do esloveno sumir na sua frente. A combinação do ritmo implacável na Cipressa e o desgaste do crash, que mesmo sem derrubá-lo custou energia preciosa, finalmente cobrou seu preço.

Pidcock, no entanto, não largou. Britânico de 26 anos da Pinarello-Q36.5, o ex-campeão mundial de cyclo-cross provou que seu teto nas clássicas é muito mais alto do que se imaginava. Grudado na roda de Pogacar como uma sombra, ele desceu o Poggio colado no esloveno. Os dois abriram 17 segundos sobre o pelotão no cume.

Sprint na Via Roma: 4 centímetros que valem uma eternidade

Na Via Roma, a larga avenida de Sanremo, o duelo começou. Pidcock recusou-se a puxar, queria a roda de Pogacar para o sprint. O esloveno, por sua vez, sabia que Pidcock era explosivo e não podia esperar demais.

A 200 metros da linha, Pogacar lançou o sprint. Pidcock tentou passar pela direita, mas encontrou a barreira. Precisou mudar para a esquerda, perder um décimo de segundo precioso, e então disparou. Ele vinha com velocidade nos metros finais, mas Pogacar jogou a bike na linha.

4 centímetros. Foi o que separou Pogacar de Pidcock na linha de chegada da Milão-Sanremo 2026. Numa cena que já se tornou icônica, o esloveno vestia sua jersey branca, vermelha e preta da UAE Team Emirates-XRG, com a manga esquerda suja de terra e rasgada da queda, enquanto erguia os braços na linha.

Pogacar venceu na Via Roma, em Sanremo, sob um céu nublado e ameaça de chuva (85% de probabilidade), com as nuvens carregadas pairando sobre a costa da Ligúria, o vento soprando do mar e o asfalto molhado de uma garoa fina que caiu horas antes.

Enquanto isso, nos metros finais, uma história paralela emocionante se desenrolava: Wout van Aert, que havia caído, perdido mais de um minuto com uma bike quebrada e lutado contra a dor, atacou do pelotão nos 3 km finais e superou Mads Pedersen para cravar o 3º lugar no sprint. Uma das melhores recuperações da carreira do belga.

Top 10 da Milão-Sanremo 2026

Pos. Ciclista Equipe Tempo
Tadej Pogacar 🇸🇮 UAE Team Emirates-XRG 6h35’49”
Tom Pidcock 🇬🇧 Pinarello-Q36.5 m.t.
Wout van Aert 🇧🇪 Visma-Lease a Bike +4″
Mads Pedersen 🇩🇰 Lidl-Trek +4″
Corbin Strong 🇳🇿 NSN Cycling +4″
Andrea Vendrame 🇮🇹 Decathlon AG2R +4″
Jasper Stuyven 🇧🇪 Soudal Quick-Step +4″
Mathieu van der Poel 🇳🇱 Alpecin-Premier Tech +4″
Matteo Trentin 🇮🇹 Tudor Pro Cycling +4″
10º Edoardo Zambanini 🇮🇹 Bahrain Victorious +4″

Análise por equipe: erros e acertos

UAE Team Emirates-XRG (NOTA 10): Perfeição tática. Quando Pogacar caiu, a equipe não entrou em pânico. Manter Del Toro na frente enquanto o restante puxava o campeão de volta foi uma jogada de mestre. McNulty ditou o ritmo na Cipressa exatamente no momento certo. A UAE finalmente “quebrou o código” de Milão-Sanremo usando a Cipressa para queimar Van der Poel antes do Poggio.

Pinarello-Q36.5 (NOTA 9): Pidcock fez a corrida perfeita. Posicionou-se bem, evitou o crash, seguiu Pogacar nos dois climbs e quase venceu o sprint. Para uma equipe ProTeam, colocar um homem no 2º lugar de um Monumento contra Pogacar é resultado histórico.

Visma-Lease a Bike (NOTA 8): Van Aert cair, quebrar a bike, perder 1 minuto e ainda chegar em 3º é uma das maiores demonstrações de resiliência do ano. Christophe Laporte também esteve presente no grupo de perseguição. No entanto, a equipe poderia ter protegido melhor Van Aert na entrada da Cipressa.

Alpecin-Premier Tech (NOTA 6): Van der Poel esteve no grupo certo e seguiu Pogacar na Cipressa. O crash atrapalhou, mas a verdade é que Van der Poel quebrou no Poggio. Pela primeira vez, vimos o limite do holandês diante de um plano otimizado da UAE. Jasper Philipsen teve que sacrificar sua própria corrida para trazer Van der Poel de volta e isso custou caro.

Lidl-Trek (NOTA 8): Pedersen chegou em 4º na sua primeira corrida após uma lesão grave no início da temporada. A equipe foi inteligente ao não queimar energia tentando fechar o gap cedo demais, preferiu conservar forças e dar a Pedersen uma chance no sprint. Funcionou quase perfeitamente.

Os protagonistas

🥇 Tadej Pogacar (27 anos, UAE Team Emirates-XRG): Seu 11º Monumento. Aos 27 anos, só Eddy Merckx (19) tem mais. Pogacar provou que não é apenas o mais forte, é o mais resiliente. Caiu, levantou, atacou, dropou o maior rival e sprinteou um dos mais explosivos do pelotão. Sua jersey branca, vermelha e preta (Pissei) da UAE, com a manga rasgada e suja de terra, virou símbolo da corrida. A bike Colnago com grupo Shimano e rodas ENVE completava o equipamento.

🥈 Tom Pidcock (26 anos, Pinarello-Q36.5): A revelação da corrida. Não apenas seguiu Pogacar, ele o incomodou. Seu sprint na Via Roma foi tão perto que a arbitragem precisou confirmar o resultado. A maior prova de que seu teto nas clássicas é muito mais alto do que imaginávamos. Jersey navy blue com detalhes dourados da Pinarello-Q36.5, bike Pinarello Dogma.

🥉 Wout van Aert (31 anos, Visma-Lease a Bike): Seis meses após uma cirurgia no tornozelo, o belga mostrou que está de volta. Caiu, quebrou a bike, perdeu mais de um minuto e mesmo assim sprintou para o 3º lugar. Seu primeiro pódio em Monumento desde 2023. Jersey amarela e preta da Visma-Lease a Bike.

4º Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech): O bicampeão vigente (2024, 2025) viu seu teto pela primeira vez. A combinação do ritmo alucinante na Cipressa e o desgaste do crash provou que até mesmo o canibal das clássicas tem limites.

Clima e condições durante a Milão-Sanremo 2026

O dia em Sanremo estava nublado, com 85% de chance de chuva, vento sul/sudoeste de 18 km/h (parcialmente favorável no litoral). As estradas estavam úmidas em alguns trechos devido a garoa nas horas anteriores. A temperatura na chegada ficou na casa dos 14°C. A velocidade média foi de aproximadamente 45,2 km/h.

“Este conteúdo foi produzido pela nossa equipe com apoio de IA.”