Em um final de tirar o fôlego nas margens do Lago Maggiore, a fuga do dia sobreviveu por milímetros ao “furacão esloveno”. Grégoire faturou a etapa, mas Pogačar é quem sorri com a amarela mais consolidada.

Romain Grégoire (Groupama-FDJ) mostrou por que é uma das maiores promessas do ciclismo francês. Após integrar a fuga do dia, ele soube gerir as energias quando o grupo começou a se fragmentar nas rampas finais de 9,3% de inclinação. No sprint final, Grégoire superou o espanhol Marcel Camprubí (Pinarello-Q36.5) e o holandês Bart Lemmen (Visma-Lease a Bike) com uma aceleração potente nos últimos 150 metros.

Enquanto a fuga celebrava, o “fantasma” de Tadej Pogačar pairava logo atrás. O esloveno, vestindo a camisa amarela conquistada em Sondrio, lançou um ataque devastador no último quilômetro da subida final. Embora não tenha alcançado Grégoire a tempo de disputar a etapa, Pogačar cruzou a linha apenas alguns segundos depois, ganhando tempo sobre seus principais rivais na classificação geral e enviando um aviso claro: ele não dará trégua em nenhum quilômetro desta competição.
Leitura do Pelotão
Por que isso importa para quem pedala? Para o ciclista entusiasta, a 2ª etapa é uma aula sobre a “gestão do sofrimento”. Grégoire venceu porque o grupo de fuga manteve a cooperação mesmo sob a pressão imensa de ter o melhor ciclista do mundo caçando-os. Isso reforça que, no ciclismo, a união de um grupo pode superar a força individual bruta, desde que a estratégia seja executada com perfeição. Além disso, a etapa destaca a importância de conhecer o terreno: as curvas técnicas de Locarno foram fundamentais para a fuga segurar a vantagem.



